domingo, 20 de janeiro de 2013

Protetor

Que droga, tinha prometido pra mim mesma " não te machuca querendo" ....
Te bloquear da minha vida virtual, e real não ta sendo o suficiente, te afastar de tudo que diz respeito a mim não ta ajudando, nesses pequenos segundos de coisas impensadas eu volto o pensamento em você  em todas as vezes que você me fez querer mil vezes ser sua pequena, em todas as vezes que eu olhei pra você escondida ali naquela minha torre de indiferença. 
Eu sonhei com você outro dia, sonhei que eu estava em meio a monstros, aqueles que eu carrego dentro de mim, no sonho você segurava a minha mão e só.Acordei chorando, talvez por que eu sei, o toque já não é mais permitido, deitei e desejei voltar pro meu sonho, mesmo com monstros ali eu suportaria com você  e por você. As minhas escolhas foram as mais seguras, mais elas nunca vão ser mais as mais intensas, eu tenho que viver correndo agora, não quero que você me acalce nunca mais, por que sei, eu abriria mão do meu mundo seguro por você. Por que a entrega foi total, tão total que eu precisava de um pouquinho de mim, precisei escolher, entre doer agora e doer depois, eu sei garoto, não fui justa com você  mais eu precisei pensar um pouquinho mais em mim pra sobreviver a esse amor. Com cicatrizes no corpo, e na alma. 




segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Procurada




Mais uma vez ele veio me buscar, tem um sorriso confiante de quem vai me levar mais longe dessa vez, seguro de si e de mim. Aperta minha mão e me tira tranquilamente do meu corpo em apenas segundos, que poderiam durar toda uma eternidade, não sei de mais nada vivo apensas em função daquele momento do dia, o momento mais mágico de todas as minhas milhares de vidas passadas.
Dessa vez estamos em um castelo, ele me mostra todos os segredos escondidos, os sussurros reprimidos e os amores destemidos, me faz entender o por que de eu nunca ter me encaixado em lugar nenhum, ele me mostra que eu pertenço a outra era, e que minha alma já cansada dos cotidianos se desprende de mim com tanta facilidade para aquele universo paralelo. Sei tudo sobre aquele lugar que acabei de chegar, sei quantas pedras foram necessárias para montar a lareira, sei que o cálice que é me servido já pertenceu a um rei, e sei que ele esta ali pra mim, por mim. Isso me assusta, por que minha alma parou no tempo? o que me faz voltar sempre aqui ? me sinto tão deslocada do mundo real agora que nada mais importa, sento ao seu lado e escuto suas narrativas épicas de como atravessou a morte pra me encontrar,e nada mais precisa ser  entendido aqui, nada mais precisa fazer sentindo, tenho que ir , sinto que preciso sair já se passou tempo demais, mais voltarei, por que a eternidade nos espera.Ele segura gentilmente em minha mão, me puxa para junto de si, me faz fechar os olhos, nunca sei quanto tempo demoro pra voltar, mais quando sinto um espasmo já estou em meu corpo novamente e abro os olhos sobressaltada, já estou de volta, consigo sentir o quarto escuro sem ao menos abrir os olhos, consigo sentir minha alma nesses breves segundos de infinito.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

The End




Talvez seja isso afinal, você nunca mais vai voltar aqui e ler o que sinto, assim como nunca mais vou me despedir de você do alto de minha varanda te dando a mão enquanto você para no meu portão me jogando um beijo.Talvez a graça disso tudo tenha sido em saber que era finito e com prazo de validade, mais eu tinha fé.Por muito tempo deixei calar esse meu coração cansado, mais ele gritou por você, tão alto que eu me assustei . Mas a hora já chegou, e tenho que mandar você embora, da minha vida é dos meus sonhos mais secretos, por que ninguém tem mais o direito de bagunçar o meu mundo cheio de expectativas e amores perfeitos que nunca vão acontecer . Talvez aquela menina que eu um dia fui tenha sido despertada, mais o preço disso foi alto, como você mesmo me disse, a entrega que nos permitimos foi alta ao ponto de não ter uma segunda opção.Mais eu pagaria o preço por tudo isso novamente.  Queria te dizer obrigada, por me dar motivos pra voltar a escrever, e despertar o que de mais bonito eu venho guardando, mesmo que não possa te mostrar mais nada agora, mesmo que nunca mais eu possa te dizer que sou "sua pequena".

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Efeitos.



 "Primeiro foi olho,é quando você fingia que não me via mais me seguia e me deixava encabulada com o teu olhar direto.
Segundo foi pele, aquela coisa que dá no estomago que parece com borboletas, minha pele queimava até o meu colo ficar vermelho, sentia tudo isso numa intensidade que você não imagina.
Terceiro foi toque, as marcas do seus dedos causavam arrepios a cada toque, suas impressões digitais ficavam na minha pele,e consequentemente na minha alma."

Talvez seja só essa sua mania irritante de querer me desafiar, eu como uma boa jogadora adoro um desafio, talvez seja a maneira como observo você a tempos, e você nem notou, talvez as borboletas que sinto no meu estomago sempre que você cruza o olhar com o meu no meio de um monte de gente me faça sentir assim. Depois de todo esse tempo, depois de tantas cicatrizes que   feriram tanto minha alma, achei que estava tudo sob meu controle, que tolice a nossa acreditar que íamos conseguir parar, tentando jogar um com o outro, a vida acaba deixando a gente jogar junto, é como é bom sentir que posso ter alguém pra me dar a mão, quando eu tiver medo dos monstros que abitam a minha imaginação infantil. Tão proposital esse nosso encontro, tinha tudo pra ser só mais um casinho, eu já estava até dizendo isso pra mim mesma, mais você veio e me deixou deitar no teu peito,me mandou fundamentar nas explicações, me deixou sonhar, você não imagina como isso é difícil pra mim depois de tudo.Mesmo agora depois de tanto tempo ainda me sinto aquela garota tímida que sentava no fundo da sala, não se engane garoto, esse meu jeito bravo é só proteção. Essa minha mania irritante de querer chamar sua atenção sem querer parecer igual a todas as outras que também querem o mesmo. Mudei tanto, mais tem uma coisa que você traz a tona que vem do meu passado, me deixa completamente intimidada com a sua presença, meu andar firme vacila quando você ta por perto, me sinto a mais torta das pessoas, me sinto do avesso.

continua(...)





sábado, 4 de fevereiro de 2012

Vem cá,me da a mão.



Acho que todo mundo tem o direito de achar o que quiser de mim, da mesma forma que eu também tenho esse direito.Cansei muito de Julgar quem eu não conhecia e me achar melhor por não ser isso ou não ser aquilo.Acho que temos que ser humildes pra dizer:"não concordo com a sua postura diante da vida,mais se você quiser vem cá segura na minha mão que eu te mostro o meu universo".Não,eu não estou querendo ser promovida a santa,eu só quero é viver feliz,sem amarras ou magoas,é acho que todos deveriam tentar também,me sinto mais humana assim.Por que é fácil apontar o dedo na cara das pessoas é dizer, você não presta,o difícil e dar a mão e ajudar. Ja chorei noites a fil por conta de maldades alheias,mais quem me garante que em algum lugar do mundo alguém tambem ja chorou pelas minhas?.Sou um ser Imperfeito  e ontem em uma conversa com Deus,ele me mostrou que o meu papel nunca foi julgar.Acredito que isso nem seja o papel dele.To tão cansada de viver num sistema onde depositamos todas as nossas frustaçoes em cima de outras pessoas.É tão fácil falar mal de quem te magoa. Difícil mesmo e perdoar,e seguir sorrindo e cantando:

"Andar com fé eu vou,que a fé não costuma falhar."

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Suportar.





Sou dessas que parte sem dizer adeus. Não costumo avisar, não faço grandes saídas. Vou de fininho, em silêncio. Aprendi finalmente a perder. Com dignidade. A aceitar que tem coisas que não são pra ser, o quão conformista possa parecer isso. Eu insisto e insisto mais um pouco, mas quando o aperto no peito fala pela gente, é hora de migrar. Ainda vou me virar no colchão por muitas noites. Repassar todas as histórias. Dirigir muitos kms com lágrimas rolando junto com a garoa lá fora. E me lembrar porque é que eu quis partir.
Vou te olhar de longe, como quem assiste a um filme querendo ter feito parte dele. E que ele tivesse sido assim.

Autor desconhecido.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Meu amigo, sem emoção não rola!







Estou gostando de gostar de mim, de falar na lata o que passa na cabeça , de não ter paranoia 
com o que você esta pensando, se tenho te dado moral de mais ou de menos, se sou ciumenta ou pegajosa, cansei de me ponderar, agora dane-se ache o que quiser . Se der vontade vou lá e falo, vou lá e ligo vou lá e beijo. As coisas tem sido assim ultimamente. Reza a lenda que: enquanto não acho o certo me divirto com os errados. MAS e se você sente que já achou o certo, mas ele não lhe quer, não como você gostaria, eis a questão você se diverte com os errados ou não?No começo achei que sim, que daria jeito ou pelo menos amenizaria a falta, mas não, a cada encontro um vazio, um medo de nada ser tão bom e tão emocionante como você foi, a raiva de não conseguir prestar atenção em uma conversa interessante, por estar imaginando o que voce diria no lugar dele.Enfim não é voce. E como pra mim ate procissão tem que ter emoção, vamos parar por aqui, não não desisto dos homens do mundo, longe de mim, eu apenas fico no meu canto quietinha de baixo do meu guarda- chuva vendo esse povo eufórico que ta na “chuva pra se molhar”, e se algum deles parar e me chamar p dançar na chuva com aquele jeito que faça minhas pernas tremerem eu vou na maior paz de espírito do mundo, porque se proteger das pancadas do amor tudo bem, mas desistir dele jamais !!!


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Reparações .





É eu sei,mereço mesmo um castigo por ter demorado tanto tempo,mais meu filho anda consumindo todo o meu tempo livre,e eu também tava sem inspiração para escrever,mais eis que me veio um assunto que vem me incomodando bastante,e decidi escrever,então vamos lá.

Sempre fui muito na minha com relação a coisas que me incomodavam e deixei muita gente se aproveitar dessa característica e me magoar.Eu era a calada estranha que sentava no canto da sala e virava chacota das outras garotas por ser muito diferente,isso era muito doloroso pois eu sofria calada e não botava pra fora o que me magoava de fato.Pois é esse tempo se foi,e eu hoje em dia procuro ser bem transparente com as pessoas com relação ao que me machuca.Bom passei por uma situação bem difícil a pouco tempo atras,fiquei bastante fragilizada com a gravidez e deixei muita coisa me assombrar com o tempo,e uma dessas coisas foi uma situação onde eu tava mal e vi uma troca de mensagem estranha que me chateou muito,eu tava no momento mais difícil da minha vida e quando li todas aquelas mensagens meu mundo caiu mesmo.Então o tempo passou e um dia desses vi no Facebook a pessoa em questão reclamando que outra pessoa estava fazendo aquilo com ela,fiquei com muita raiva e lembrei daquele dia onde ela fez a mesma coisa comigo,e na hora agi por impulso e    escrevi uns insultos pra desabafar aquilo que tava me sufocando.Eu me arrependi no instante seguinte mais decidi não apagar por que muita gente já tinha lido e eu não queria passar por covarde.A questão é por que me senti tão mal depois de ter postado aquilo?pois bem, descobri o por que.Fui alvo de muita fofoca,maldosa,quem me conhece de verdade sabe que são absurdas.E eu não quero machucar as pessoas só por que um dia elas fizeram o mesmo comigo,eu me senti péssima por que eu não tenho o direito de julgar as pessoas pelos atos dela,alias ninguém pode,e eu sempre levantei essa bandeira.Mais a minha intenção era fazer com que ela soubesse que ela me machucou demais mesmo indiretamente,e que naquele momento ela vise que não e nem um pouco legal fazer isso com quem quer que seja.Sabe aquela coisa de gente que não tem o costume de falar sobre o que a incomoda e quando fala,fala demais? Pois é foi bem isso.To escrevendo isso por que quero dizer uma coisa que aprendi com isso tudo,não retribua o mal com o mal,e sim com coisas boas,não vale a pena tentar punir as pessoas só por que você acha que elas merecem,e eu vi isso.To tentando ser uma pessoa bem melhor e isso não inclui ofender as pessoas que você julga merecer,todo mundo erra e a vida se encarrega de mostrar pra elas a verdade e não é eu ou ninguém que tem esse direito.É pra vocês que notaram que isso é um pedido de desculpas,estão certos.Eu to pedindo desculpa pra essa pessoa da unica forma que conheço,escrevendo.Por que eu não tenho vergonha de assumir que errei ,por que sei que isso não é feio.Feio e você não fazer isso com medo do que as pessoas vão pensar.E ultimamente eu não to ligando muito pra opinião publica,por que coloquei na minha cabeça,vou ser feliz sem medo.

"Não pague mal com o mal,mostre a quem te feriu que você superou,e caso a pessoa precise de você esteja   pronta pra ajudar,por que isso vai mostrar pra ela que você é bem melhor do que ela pensa".


terça-feira, 2 de agosto de 2011

Liberte-se.


Ola, caros leitores sei que andei sumida daqui por bastante tempo, tantas coisas aconteceram na minha vida que lendo o ultimo texto que escrevi em terceira pessoa decidir voltar com uma maneira completamente nova de escrever. Eu mudei, e junto com todas as mudanças vieram valores que eu adquirir com o tempo é o sofrimento. Pra quem acredita que o sofrimento não te traz coisas boas, mude agora esse conceito.

Vamos lá, tenho milhares de coisas pra contar, mais nunca fui muito organizada e nem cronologicamente correta, então vou começar pelo que este entalado hoje em minha garganta.

“Nunca fui a mais bonita da sala, aquela que os meninos escreviam cartinhas de amor e queriam sentar ao lado, pelo contrario eu sempre fui o biótipo oposto a isso, aquele de a melhor amiga inteligente e nada “jeitosinha”.Lembro que enquanto as meninas de minha idade falavam de primeiro beijo é sutiãs eu ainda curtia de verdade minhas barbies.

Meu uniforme padrão era camiseta larga é tênis, enquanto as outras meninas já usavam roupinhas justas e sapatos com saltinhos. Na verdade eu era o típico caso de menina desleixada que estava muito acima do peso odiava pentear o cabelo e usava óculos. Essa fase foi muito traumática pra mim, sofri diversas vezes, por conta de ser bem diferente numa cidade onde todo mundo era praticamente igual.

Vivia no mundo só meu, cheio de livros que são minhas paixões até hoje, e meus eternos sonhos inventados, pois nessa época eu já escrevia crônica e contos. Com o tempo fui mudando aos poucos e passei a ter mais vaidade, passei a me importar com minha aparência, por um tempo quis ser igual às outras meninas confesso mais eu percebi que querer ser o clone de pessoas que já tinham me machucado tanto por eu ser diferente não tava com nada.

Bom aonde eu quero chegar com isso?

Hoje aos vinte e depois de ter um filho, eu me olho no espelho e não enxergo mais aquela mocinha insegura e assustada que eu costumava ser, passei por tanta coisa que me fez perceber que não é a bumbum mais duro ou o cabelo mais liso, que te faz ser mais mulher que as outras, e sim a confiança em você mesma, a certeza de que você não precisa ser a mais gostosa do mundo pra chamar a atenção de quem realmente merece sua atenção.

Sempre estive insatisfeito com minha aparência como qualquer mulher, mais hoje não deixa os quilinhos a mais ou as pontas duplas do meu cabelo me abaterem, por que sei que sou única pro meu filho,e quando vou amamentá-lo sei que quando ele olha pra mim,ele me acha a mulher mais bonita do mundo,é isso que importa hoje em dia.

Fui traída diversas vezes, mais quando olho pra trás vejo que eu sai sempre limpa disso tudo,por que os homens são bobos,as vezes preferem comer buchada de bode na rua tendo file em casa só pra experimentar algo novo.Não é despeito meu,mais se for também o texto é meu o blog também é eu falo o que eu quiser .Mas os homens sempre se cansam das gostosas que só tem o corpinho sarado e a cabeçinha de vento,por que no final das contas o que vale mesmo é o que temos por dentro,e eu não to falando das suas tripas ,eu to falando é dessa mulher maravilhosa que acorda com a cara inchada o cabelo bagunçado,que vive fora do peso,que tem preguiça de ir a academia mas vai por que ainda não desistiu de ficar no mínimo apresentável ,que e insegura se vai ou não ficar bem com aquela roupa,que demora horas pra se arrumar mais quando sai vestida com a roupa certa e com aquele salto que ta comendo o pé mais empina o bumbum fica DESLUMBRANTE,não por ser perfeita.Ela pode ser gorda,magra,baixinha ou alta,mais ela e linda mesmo assim,por que carrega aquele sorriso meio desconfiado e aquele brilho que só as que tem grandeza de espírito possuem.E sim caros leitores,eu sou assim,e me sinto livre,pois eu sei que o que importa quando eu deito pra dormir, e que é muito bom se cuidar e ter uma boa aparência,mas não deixar que seja só isso é o mais importante,e saber manter uma boa conversa e ter princípios,não precisar passar por cima de ninguém,e nem viver pra mostrar pros outros que você e mais bonita que fulano e mais inteligente que cicrano.Afinal  bumbum cai e o que sobra pra quem tem só isso ?

As mulheres frutas já estão saindo de moda né.

E viva a liberdade de poder ser quem você é sem rótulos ou medo.

sábado, 11 de junho de 2011

Faxina.



Hoje acordei meio nostálgica,e decidi fazer uma limpeza no quarto com a esperança de aliviar a alma. Achei a minha agenda,aquela que eu usava para escrever sobre o período mais doloroso da minha vida,lembrei das noites acordada segurando uma caneta com toda força vendo ali minha unica saída pra não enlouquecer.Despejando naquela pobre agenda toda minha agonia de momentos tão dolorosos e solitários,lembrei do meu desespero ao arrancar todas as folhas que pingavam lamentos e te entregar e aquilo foi desespero sabe,uma especie de alto mutilação arrancar parte de mim e deixar você ler toda a minha alma daquela forma,rasgar na sua frente em milhões de pedacinhos aquelas folhas foi querer rasgar a dor.Eu escrevi um ultimo texto,um texto de despedida,ele esta aqui dentro da agenda,guardado como parte de um passado tão nosso.Hoje lendo cada linha eu chorei sabe,mais foi um choro diferente sem sofrimento.Ultimamente não tenho me permitido chorar,e nem parar para pensar em tudo que aconteceu,mais é impossivel não deixar as palavras crueis que sairam de voce não me envenenarem as vezes,como diz a Tati Bernadi "você até pode correr da dor,mais uma hora você cansa e ela pega você".Sei que isso tudo já esta bem perto de aliviar,afinal eu que antes acreditava nunca mais sorrir já me peguei sorrindo por nada.Sabe o que conforta? a certeza de que eu tentei,até o limite eu tentei,e nunca vou me culpar por não ter dado certo.Eu sai de alma limpa,machucada eu sei,mais limpa,e lendo o que eu escrevi eu hoje tenho a certeza,eu dei o meu melhor,eu lutei por aquilo que eu acredita,pena que a causa foi errada,mais o objetivo foi muito nobre.Com tudo isso não pense que eu desisti do amor,ou que eu vou descontar em outros a dor que você me infligiu,pelo contrario eu me tornei bem melhor,e hoje eu sei que o que machuca não é amar alguém,e sim deixar que esse amor seja maior que você.Afinal vou ter que conviver comigo a vida inteira tenho que me por a frente de qualquer outra pessoa.Minha mãe costuma dizer que não há um mal que não traga um bem,e o bem que tudo isso me trouxe foi uma lição muito valiosa:
"Preciso passar por todo esse sofrimento,por que quando o verdadeiro chegar eu vou saber reconhece-lo."
E parece clichê eu sei,mais mesmo com tudo isso eu não deixei de ser quem eu sempre fui,eu não vou deixar mesmo que tudo isso me torne uma garota sem critérios que fica com qualquer um pra  atingir outra pessoa,acho que pelo contrario,aprendi a ser mais seletiva e me preparar,para alguém,que um dia vai me fazer feliz como eu mereço.Parece ridículo eu sei, mais eu nunca vou deixar que qualquer sofrimento me tire essa esperança.
É engraçado mais apesar de tudo isso ainda sou a 
"menina que é fascinada por estrelas,que acredita que se cada um fizer a sua parte podemos melhorar o mundo,e que não vai desistir nunca de ser feliz."

P.s:Sofrimento é passageiro,Pessoas podem te decepcionar, Você vai sofrer por um tempo,Mas não deixe que isso te torne uma pessoa desacreditada,Use tudo isso como combustível para seguir em frente.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tão Meu.



Me espanto com as coisas que mexem comigo hoje, mas me espanto muito, muito mais com as coisas que não fazem mais a menor diferença.

Cansei da necessidade absurda de auto-afirmação, cansei do desespero para viver tudo logo, cansei de me preocupar com o que vai acontecer, com como vai ser, do que não vai ser. Cansei de tentar me encaixar em moldes ou de me comparar com outras pessoas; cansei de álbuns, de precisar vender uma imagem, de enlouquecer querendo o que não sou ou o que não tenho. Cansei de fotos entediantes de mim mesma, cansei de me preocupar com o que os outros vão pensar, com o que os outros estão vendo, com o que preciso provar para os outros.

E cansaço nem mesmo é a palavra correta - porque o cansaço já existia há muito tempo -, parece mais um sumiço de tudo isso. O levantar de um vapor, que me deixou bem mais leve.
De repente, muito de repente, me sinto como um rio que depois de um grande movimento se acalma. E talvez tudo aquilo volte na semana que vem, mas é incrível como essas últimas semanas parecem ter trazido paciência.
Não que não haja desespero e preocupação, mas agora são por coisas que parecem ser muito mais válidas. Não que eu não faça coisas para mostrar para o mundo, mas agora essas coisas são em primeiro lugar para mim, de uma forma muito mais sadia - não penso mais “Será que vão gostar?”, penso “Eu gosto”. E isso é muito mais libertador do que parece.
Estou muito de bem comigo mesma. Parece que eu voltei a viver para mim. 
Que perdure.

Iemai.

domingo, 29 de maio de 2011

Senta-te aqui, vou-te contar uma história.


- fala-me de histórias de amor.
- queres saber uma minha?
- conta-ma, tenho tempo; fala-me de uma história tua ou fala-me só de histórias de amor.
- não é bem uma história que tenho para te contar, é mais uma lição. 
- serve perfeitamente.
- (...) e no fim, ela seguiu em frente com a vida dela como se eu não tivesse existido. E eu, andei por muito tempo a bater com a cabeça nas paredes porque não conseguia seguir em frente. Pensava muito nela, sabes? Foi duro. Muito. Mas consegui ultrapassar. Hoje estou mais crescido e talvez tenha aprendido uma grande lição: a de que não se deve entregar a ninguém o coração de bandeja. Podemos vir a magoar-nos muito, embora sempre acabe por passar.
- obrigada pela história. E, sim, eu acho que todos vamos aprendê-lo, de uma forma ou de outra, que de bandeja não se deve entregar aquele que por desígnio de loucura ou mero acaso é o nosso órgão vital. Por uma razão que me é em parte ainda desconhecida, parece que não sabemos viver sem ele; ainda que com tanto tombo, o meu desça muitas vezes ao estômago.
- é bem verdade, mas eu pensava que era já tao crescido e cometi um erro destes.
- às vezes, vemos o mundo já de muito alto, que de tão alto que estamos e de tão crecidos que somos, esquecemo-nos o quanto as rasteiras nos atraiçoam. Mas, ultrapassamos sempre. Fazemos do coração vísceras, fazemos do orgulho tábua de salvação, fazemos do vazio atulho. Fazemos o que for preciso para sair desse buraco onde nos afundamos cada vez mais, mas o buraco desfaz-se tanto que às vezes paramos simplesmente e içamos o braço. Que nos puxem se quiserem.
- tens razão.
- adiante, sabes qual é o teu problema nos corações? É que o teu tem pele de bebé. E os da maioria têm pele seca. As pessoas são assim: esquecem-se de os hidratar. E quando tentam dar-te um banho de afecto esquecem-se que tu precisas de johnson, para não arder nos olhos. Talvez porque elas já se habituaram a qualquer um, já usam até aqueles que não lhe são indicados. Para mim é assim.
- uau, aplica-se mesmo.
- já o meu problema é ter um coração cor-de-rosa. É estranho. Têm medo de tocar. Às vezes, esticam a mão de medo. Ficam como os patos quando lhes estendes um pedaço de pão, numa postura ambivalente, esticam o bico e afastam o rabo. É mais estranho que o meu coração, mas isto digo-o eu. O pior é que neste jogo do chega-afasta, deixam muitas vezes cair o meu delicado cor-de-rosa. E para mim, o coração é para agarrar com as duas mãos. Com os pés se for preciso, junto à barriga, mesmo que ele te faça cócegas; porque as borboletas, mais dia menos dia, vão sair-te pela boca e tu vais querer continuar a sentir-lhe o gosto. A sentir esse frenesim na pele.
- sabes, eu começo a pensar que não existe uma pessoa que saiba cuidar do meu coração, realmente, como deve ser. Desferem sempre algum machucado. E isso deixa-me um bocado triste.
- e eu ainda acho que muita gente usa Johnson. Tens de cheirar, pôr o nariz no ar para ver. E quando abrires os olhos só para confirmar, tens de sentir na pele. E quando tocares na pele, tens de trabalhar o paladar. Não tens de usar ou oferecer todos os teus sentidos de bandeja, não tens que mostrar o teu baralho todo. Tens de deixar que por um, ela aceda ao outro, e que os trunfos sejam lançados não como isca que furta o rio mas como presente que se lança ao mar. Mas tu vais saber fazê-lo. 
- espero que sim.




Patrícia Ruivo. http://simulacrosdoser.blogspot.com/



sexta-feira, 27 de maio de 2011

A lanterna dos afogados.









"Te esperei na lanterna dos afogados,mais voce não veio me salvar"

Ali naquele local ela lembrou de tudo que havia acontecido,de um passado bem recente. Retomar tudo aquilo ali naquele local era muito doloroso pensou,mas era fundamental pois só assim ela conseguiria suportar o frio,a escuridão e o medo.Lembrou de um verão distante que tinha sido um dos melhores verões da sua vida,lembrou de um banco de uma praça qualquer onde um pedido junto com uma testemunha ressoava em seus ouvidos,lembrou dos meses distantes em que pensou em desistir e foi convencida por uma voz do outro lado da linha dizendo que aquilo que ela estava pensando ser duvida era só medo ,e que ia ficar tudo bem.Horas tardias da noite que chegavam a tema de musica do Matt Wertz.As lembranças vinham agora fortes como a água salgada batendo em seu rosto,lembrou da visita que ela não acreditava chegar mais foi,dos abraços demorados,da urgência que se fez presente no carro em uma noite estrelada,das perseguições policiais imaginarias,e de tanto episodio feliz ou tosco que já tinha passado junto do tal outro lado da história.Vieram crises é outros medos,chegaram carnavais e quarta feiras de pura cinza,mas junto com o choro também veio a decisão de diminuir a distancia geográfica, veio a mudança de cidade é de estado de alma,ela enfim decidiu remar junto,tomar como seu o barco que já tinha passado por tanta tempestade,já havia entrado água, haviam aparecido monstros marinhos,mais ele ainda não tinha afundado,decidiu se dedicar é não ter mais medo de o barco afundar,mais eis que veio a surpresa,o barco ganhou outro membro,um terceiro tripulante estava a caminho,foi acidental mais mesmo assim havia espaço mesmo que não planejado para ele.Foi ae que o segundo tripulante começou a mudar,a ter crises de personalidade é a querer espaço demais,ela que carregava o tripulante novo precisava se sentir segura em meio aquela tempestade,lembrou de um tempo em que o barco se encontrava em águas calmas e dias ensolarados,lembrou de promessas feitas por parte do segundo tripulante e de todos os planos que haviam feito para a chegada do terceiro tripulante.Ela não conseguia entender o motivo de tudo aquilo e perguntava ao tripulante por que ele estava agindo de tal forma,começaram uma briga onde as culpas e motivos foram apontados. ele olhou pros lados e confuso com tudo aquilo enxergou uma ilha bonita e que possuía outros tripulantes que pareciam  felizes por terem abandonado seus barcos,então ele tomou uma decisão que no momento parecia ser a mais agradável (e não a mais correta) e em seguida pulou do barco remou até a ilha e foi amparado por outros viajantes que assim como ele não possuíam o senso de direção. Ela mesmo cansada ainda se agarrava a destroços em meio ao barco afundando querendo salvar aquilo que ela acreditava ser muito valioso,mais quando olhou para o lado em busca de ajuda se viu sozinha,e viu o outro tripulante nadando alegremente a uma ilha sem olhar pra trás e com um sorriso no rosto,ela viu ele chegar a ilha e ser amparado e exaltado como se fosse ato heróico pular de um barco em meio a uma tempestade com dois tripulantes que dependiam dele.Ela entrou em desespero quando viu ele festejar e expor toda a aventura da viagem a desconhecidos que  assistiam  de camarote a sua luta e riam de seu esforço inútil para deter o naufrágio.Sem forças ela largou o ultimo pedaço do barco que estava entre seus dedos é se deixou afundar,ele vendo a cena gritou para ela nadar ate a lanterna dos afogados que ele iria salva-la.Ela reuniu todas as forças e nadou até a lanterna dos afogados e era La que ela se encontrava naquele momento,foi esperando que ela lembrou do inicio de tudo,e foi La que ela viu que o mais importante de tudo isso ela não havia perdido,estava ali dentro dela meio prejudicado indiretamente por todo o naufrágio pois eles compartilhavam tudo pela placenta,mais ele estava ali mexendo forte e foi por causa dele que ela tomou uma decisão,já cansada de esperar ser salva reuniu forças e soltou a lanterna dos afogados e viu que depois da tempestade veio um mar calmo,ela sentiu intimamente a força do terceiro tripulante dentro dela e nadou ainda com medo,deu algumas braçadas e viu o horizonte,mesmo em meio as ondas ela se sentiu confiante pra nadar.O segundo tripulante que estava na ilha dos prazeres como assim era chamada viu a luta dela para nadar,e com as mesmas falsas promessas gritou pra ela esperar na bóia que ele ira salva-la,mais seu esforço foi inútil,ela a cada braçada se sentia mais forte e motivada para remar pra longe daquilo tudo.Ela já não precisava de um barco naquele momento,so da esperança de dias melhores e da certeza de dar tudo de si para que o terceiro tripulante se senti-se seguro e feliz ao seu lado,e que juntos eles dois construissem um barco bem mais seguro que o primeiro.E ela continuava nadando mais agora com o coração leve,e em paz,por ter a certeza de que tinha feito tudo para salvar o barco,se ele afundou não era culpa dela,a história não termina aqui,e os personagens esses ainda tem muita aventura pra viver,e eu prometo contar tudo a vocês.

                                                                                                                 

Hany Galvão.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Desperta-te e vive.


“Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz”

" As coisas boas chegam com o tempo. As melhores de repente.
espere garota,os seus dias de tristeza estão com data marcada 
para o fim."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"O" cara é um cara.



É só um cara. Não o céu cheio de estrelinhas que voce tanto gosta. Nem o sustentáculo de todos os ossos de seu corpo, tampouco o mármore onde está gravada a suprema razão de sua existência. É só um cara.
E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras.
Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o vendedor. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas nesse seu momento de dor. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios amigos. Não sabe dizer a verdade. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu.
Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A bela e o burro!





Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como eu, e, ainda assim, não deixaria de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar ao lado dessa pessoa, ouvindo ela respirar quietinha enquanto dorme, linda. E quando você dorme quietinho assim, eu sei que, apesar de eu não abalar sua vida em nada, você precisa de mim.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas "quem gostar de mim não serve pra mim".
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
Bastante assunto. Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos. Também sou convidada para essas festinhas com gente "wanna be" que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.

Tati Berbardi.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Despedida.


 "Hany quando sair de lá não quero que olhe pra trás: corra! Corra e deixe pra trás aquele lugar que enchera teu coração e agora o fez apertado. Tua alma continua grande e você há de sobreviver. Respira e não deixa desabar. Conta até três,Hany , e engole o choro. É forte, sempre foi. Apaga os planos que escreveu no caderno e entende que as coisas precisam acontecer pra todo mundo. Deixa a rebeldia e escolhe. Fica e vai sofrer calada, mergulhada em tarefas que nunca acabam pra não perceberem tua face lavada de lágrimas. Vai, coloca um ponto final, mas sobe na plataforma franzindo as sombrancelhas e desvinculando o sentimento. Aprende de uma vez que não se abraça o mundo de uma vez só. Aprende que só se é prioridade pra quem morreria por um sorriso teu. Sorri,Hany , sorri e agrada quem te dá ombros. E que ninguém seja importante o suficiente pra te chatear. Crê no teu privilégio, na tua grandeza.
Agora vai! Aprende suas coisas e continua escrevendo no punho o que a mente precisa saber: repete três vezes enquanto caminha.Hany, enxuga esses olhos. Depois limpa as mangas.
Vive, Hany, vive. Você há de levantar a cabeça e de sofrer novamente. Esqueça a caixa de correios e se perca onde só os sonhos te encontram. Corre, Hany, e volte com o que é teu!"

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Manual.







Você pode não saber… mas ela prefere se calar ao ficar reclamando o tempo todo pra você de tudo que acontece. Talvez ela seque as lágrimas quando você vira as costas e ainda dorme com algum pertence seu por perto. Ela sente vontade de te ligar em horas oportunas, e se segura pra não fazer isso com medo de que você seja indelicado.  Tudo o que ela tem escrito, é pra você, e mesmo que você não possa ler é o que ela mais gostaria que acontecesse. Ela te olha de longe e tem vontade de ir até você, mas então você diz “Mas porque ela não vem?” … Eu sei, parece bobo, mas falta coragem… e quando isso acontece, pode saber que ela ficou por muito tempo ensaiando isso e planejando que você a recebesse bem, com um sorriso, e talvez você a olhe com indiferença, com aquela cara de quem está se perguntando “O que ela está fazendo aqui?” E ela com um sorriso sem graça, vai apenas sorrir, te dizer uma coisa boba e se afastar, pode ter certeza que o que ela tinha preparado pra te dizer, você não ouvirá tão cedo de outra garota. Entre as amigas, quando começa o assunto sobre romantismo, ela fica sorrindo e concordando, mas na sua cabeça, está passando cenas que ela vem imaginando à dias… meses, ou anos… com você, claro. Tem dias que ela tira pra chorar. Chega em casa, fica no seu canto e pensa em você… em seguida chora, e muito. Sabe porque? Talvez por medo de te perder, ou porque nunca teve a oportunidade de chegar tão perto de você. Meninas são preciosas garotos; e o mais triste é que vocês só conseguem ver isso depois que conseguiram destruir todo carinho que elas tinham por vocês… são tão preciosas que precisa de pouco para acabar com tudo. Palavras ditas ou por nunca terem saído da boca de vocês. Atitudes ignorantes levam o carinho pra longe cada vez mais, e ele não volta… ainda mais se for atitudes ruins seguidas de palavras amorosas como desculpas… não faz sentido. As atitudes estarão contradizendo suas palavras. Talvez você não seja um garoto de muitas palavras, mas faça alguma coisa. Palavras são só palavras, e atitudes ficam na memórias, sejam elas boas ou ruins. Escute-a sempre, se ela está ali falando com você, é porque acredita que você possa a consolar. Não quebre mais um coração, e se você fez isso, vá se desculpar porque nenhum ser humano merece isso, é uma dor que remédios não curam, nem palavras… mas não deixe isso de lado. Estamos falando de um coração. 


(Prefira Borboletas)

sábado, 16 de abril de 2011

Sussurro.






É meia noite e eu preciso só um pouco de você. Daquele seu sorriso bobo, de você tentando se manter sério enquanto eu reclamo de todas as pessoas no mundo que insistem em te querer e tomar sua atenção. É meia noite e a cama aumenta ao longo das horas. Eu tenho medo de esquecer a sua voz, de não saber tocar. De te perder pelo caminho. Até o frio cansou da solidão e resolveu me fazer companhia. E mesmo com tanto frio e tanto vazio aqui comigo, me deixando minguante nesse céu tão lindo, parece que a vida está secando e partindo pouco a pouco, minuto a minuto, estação à estação. E o trem passa rápido. E a vida corre de um jeito que me assusta tanto. Só você poderia mudar tudo. As estrelas andam se apagando e eu tenho tanto medo. Medo de que sejam sinais me dizendo que é você indo embora. Eu me abraço e chamo seu nome todas as noites. Faço pedidos sem estrelas cadentes. Eu rezo baixo e peço por você aqui. E mesmo com tudo errado, tudo andando muito torto para um fim tão ruim, as coisas continuam normais lá fora. E eu me pergunto quando você vai perceber que a gente está se perdendo? As datas importantes já estão despercebidas, aquele presente lindo já ficou esquecido na gaveta, a cama está se tornando tão triste sem você. No silêncio da noite fica tudo tão só, e é quando você faz uma falta maior. Mas eu mando sinais pelo vento e digo sempre três vezes pra você nunca duvidar “te amo, te amo, te amo”. Quem sabe assim você acredita e volta? Escrevo nos muros e espelhos do mundo “sinto sua falta o tempo inteiro”. Quem sabe assim você nota e percebe que o tempo não destruiu nem um pedaço seu em mim? É tão difícil acordar, viver, respirar e dormir, sabendo que você não está comigo. Mas eu te espero. Eu sei que você precisa de se sentir um pouco sozinho e sei que ao mesmo tempo também odeia solidão. Eu consigo ver dentro de você e eu não tenho medo.Só quero que você saiba que posso ser colo e coração. Eu quero te fazer esquecer o mundo. O mapa está dentro da mala. As promessas foram gravadas e a história é sonhada todas as noites. É meia noite e eu ainda não te esqueci. Eu te sinto por perto. E outras estrelas nascem enquanto eu chamo seu nome. Deve ser você.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Oi Realidade.







“Você era meu príncipe. Depois de tantos amores estranhos, pequenos, errados e tortos, eu finalmente tinha reconhecido no seu olhar centralizado e no seu sorriso espalhado, o meu príncipe. E o meu príncipe estava me dando o fora. Que porra eu ia esperar da vida agora? Quem iria me levar para longe se você não me queria por perto? Não teve como. Foi a primeira vez na vida que não consegui me enrolar e deixei a dor vencer. E pra te falar ainda mais a verdade, eu acho mesmo que você foi o príncipe que eu esperei a vida inteira. Você chegou e me levou embora. Levou embora a menina que tinha medo de sentir a vida e esperava uma salvação para tudo. Quem sobrou é essa desconhecida, que não espera mais pelo cavalo branco mas fica ansiosa pelo início da novela e talvez esteja pronta para amar de verdade. Amar um homem e não um príncipe."

- Tati Bernardi.
P.s:Não saiu de mim,mais e tudo que eu escreveria agora.