terça-feira, 2 de novembro de 2010

Forja.



ontem antes de adormecer criei um texto mentalmente, cada palavra fluia com vontade própria. Tive medo do resultado. Feri-me com cada palavra, chorei em agonia e desejei imensas coisas. Senti que hoje seria tudo como ontem e que cada palavra me ia continuar a ferir mesmo no esquecimento.
 por isso  que é bom usar a voz ou o papel, para expelir de vez.
 tudo aquilo em que acreditei foi mentira planejada, nem sequer ocasional. Premeditada.
foi plano desenhado, totalmente. Houve alguma espontaneidade pelo meio. Pouca, muito pouca.  


Patrícia Ruivo. http://simulacrosdoser.blogspot.com/

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Manias Musicais.

Não sei se e só comigo,mais quando gosto de uma musica,escuto ela umas 100 vezes no mesmo dia.Isso acontece todo dia e as musicas mudam de acordo com meu humor.Hoje a escolhida da vez e essa versão acústica de Bottle It Up  da fofa Sara Bareilles.


Estranhesas minhas.



Vou confessar. Tenho uma terapia que não é mais do que uma mania. Faço triagens com os dedos e arrumações nas gavetas.Desenho corações pelo corpo e imagino eles saltarem como batidas. Uso toda a roupa sem ousar repetir peça que seja, lavo todas as peças. Esvazio os pulsos de adornos, leio um montão de livros. Faço listas atrás de listas, numerações tamanhas, dos filmes que quero ver, dos planos para depois, das idéias que borbulham na cabeça, dos livros que já li e reli, dos que quero ainda adquirir. Risco tarefas do bloco de notas, sublinho passagens com que me identifico num traçado fundo. Levanto-me muito tarde, durmo muito pouco, sonho o demasiado não sei em que estado de consciência. Pinto muito as unhas , e tenho uma mania estranha de mecher no cabelo. Ponho perfumes frescos e calço bastante as meias a noite. Gosto de ver mil e um filmes ou simplesmente de escrever  numa página frases sem sentido, mas encadeadas umas nas outras. Gosto de me enroscar na minha manta cor-de-céu ou na minha manta cor-de-psicologia . Gosto do estado de calmaria e do frenesi não-evidente que se instala em mim quando a puta da saudade de te abraçar vem. Gosto dos diálogos e do pensar muito até doer muito a cabeça. Gosto da sensação de que cada dia tem um fim, sem que o seja capitulo, de repente aprender que por mais que um livro acabe, um livro daqueles em que arrastamos a nossa personagem favorita da primeira à última página, podemos sempre escrever trilogias, porque são um clássico, ou sagas intermináveis, se três livros não bastarem.São tonturas que se impõem. E quando, no desenrolar de dramas ou das minhas sempre estimadas séries, as lágrimas me correm em prova de estafeta pela face sabem-me sempre bem na memória todas aquelas que me fizeste derramar, tão reais e sofridas. Tão doces, tão adjuntas de história. Tão arbitras em meio-campo, tão fiscais de linha. Sabe tudo bem nestes dias. São mais que nossos, meus. E isso faz toda a diferença. Meu bem estimado egoísmo, meu açucarado orgulho, meu bem nutrido intelecto. Sabe tudo bem.    


Patrícia Ruivo. http://simulacrosdoser.blogspot.com/
 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Talvez ela só precise ser encontrada.



Ela vivia perdendo coisas,e as vezes ela mesma.É esse modo de pensar ja estava a muito tempo ganhando espaço em seus pensamentos.
Tinha que pensar dessa forma para poder explicar, por que coisas ruins aconteciam.Tinha que ver o mundo dessa forma, para tentar não enlouquecer de vez,era preferível enlouquecer um pouquinho a cada dia.
E não que ela ,estivesse em uma constante perda de identidade, ela só tentava perder aquilo que a fazia ter medo.
Mas,o que era pior penso eu, rir pra fora é chorar pra dentro,ou ainda tentar se convencer que ela estava satisfeita com aquele arranjo provisório?
Engraçado como as meninas que pensam demais não sabem ser praticas,é o mais irônico ainda,é que elas complicam coisas tão simples no ponto de vista de quem ta de fora.

"Talvez tudo que ela precisa-se era só parar de se perder todo dia, e se encontrar.
Penso eu,que o necessário mesmo ,era ela ser encontrada."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por que no amor você mereçe ser uma prioridade.



  Eu fiz um monte de pensamento ultimamente. O pensamento que só ocorre quando você é pressionada entre os lençóis, e o  relógio está olhando para você  em três horas , e sua mente está jogando um ciclo constante de memórias que prefiro esquecer.
Vamos enfrentá-lo: Minha vida amorosa é praticamente um show . Eu tive meu coração arrancado do meu peito um muitas vezes na tenra idade de 19 anos. É uma mistura de idealismo da juventude, esperança e um desejo desesperado de acreditar em alguém contra todas as probabilidades. É a atração de respirar um cheiro familiar, enquanto aninhada nos braços de alguém que você amava silenciosamente durante anos, mesmo que o bom senso diz que ele vai te machucar novamente.
 Eu sei que a vida não é uma comédia romântica, mas acho que ainda tenho  caído na idéia de que talvez algumas coisas são significativas. Eu aprendi algumas coisas embora, estou constantemente a ver o casal se separar, falando besteiras e depois voltar a ficar juntos - um fluxo e refluxo que venha a aceitar como normal. Eu acho que em grande escala que eu sou culpada disso, mas os acontecimentos recentes me ensinaram uma lição muito importante: a pessoa que é realmente grande para você, a pessoa que traz o melhor de você, seu parceiro no crime? Essa pessoa não vai adivinhar seu relacionamento até que ele perdeu todo o significado. Essa pessoa não vai rasgar seu coração fora do peito, mesmo uma vez, e ele certamente não irá fazê-lo duas vezes.E essa pessoa não deve fazer-lhe uma opção, porque no amor que você merece ser uma prioridade.

  Eu poderia ainda me calar quando eu tropeçar em fotos antigas Eu poderia ficar acordada até de madrugada para evitar pensar-me a morte ao tentar adormecer.  E, sim, talvez eu ainda ache ouvir uma confissão de arrependimento.

Aceitar a familiaridade é besteira.Por mais difícil que seja, eu vou seguir em frente um dia, vou encontrar alguém capaz de manter o meu coração seguro quando eu entregar a chave e dizer: "Ei,cuide bem dela".

  Sempre.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A menina e as estrelas.



Acordou,não de um sono qualquer onde o corpo dorme e a alma vaga ,não de um sono comum,mas, de algo bem mais profundo,muito mais complexo.Era a segunda vez que aquela sensação o tomava.E logo se dando conta disso lembrou da primeira.Estava a uns 20 anos , não sabia do tempo exato,
 naquele mesmo naquele lugar mais em circunstâncias completamente diferentes.Ali a muito tempo atrás,tinha levado alguém consigo.Uma garota que tinha idéias revolucionarias mais tinha um semblante tão calmo que quem olhava de fora não percebia que ,lá dentro daquela coisinha com ar inocente existia um serzindo quase independente que quando escuta alguma coisa sobre política,ou economia se exaltava toda como um porco espinho,só para defender suas idéias .

Ali naquele mesmo local a uns 20 anos atrás , no tempo onde estudantes lutavam contra uma ditadura militar e aquela coisinha de menina a quem amava tanto se engajava em conselhos estudantis e outros afins,por que ele mesmo nunca se interessou por qualquer coisa nesse aspecto.Mais ela não ,ela se doava em mercê de um sonho por um pais melhor,por um mundo melhor.

Há muito tempo atrás tinha estendido uma toalha de mesa xadrez , tinha deitado para só olhar pro céu,junto daquela coisinha que parecia não ter medo de torturas ou morte,mais tinha medo de palhaços e escuro.Deitados ali naquele campo onde-se podia enxergar as constelações ela lhe disse a coisa mais bonita que alguém pode-se dizer a outra:

ELA-Pode-se dar uma coisa que não é sua a alguém?

ELE-depende.

ELA-Pois eu te dou uma estrela, pode escolher.

Ali depois de tanto tempo sentiu o mesmo que ele sentiu naquela noite.sentiu-se o cara mais sortudo do mundo,por que um dia alguém havia lhe presenteado uma estrela.

É olhando aquela lapide de mármore,fria e bem talhada leu os seguintes dizeres:

“Aqui Jaz uma menina que lutou e morreu por amor a um ideal, que tinha medo do escuro, mais que presenteou estrelas.”

E mesmo ali, depois de tanto tempo ele teve uma só certeza.
Ela estava na estrela que deu pra ele,a sua espera.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A descoberta.

Andou muito ,não sabia se era para fugir daquilo que havia deixado,ou de certa forma, de si mesma.Não conseguia achar em seus pensamentos o caminho que a tinha levado a tal desespero  mais sabia, que eles existiam tão fortes como um turbilhão.


Não sabia se dali por diante poderia ser tão apática a tudo que estava acontecendo por dentro.Nada era perceptível por fora,quem passava e olhava-a  acharia tudo normal,mais uma mocinha no auge de seus 20 e poucos anos sentada numa pracinha com lágrimas nos olhos,talvez chorando por um amor perdido,ou  talvez desabafando consigo mesma por um dia ruim.Mais ali de fora ninguém imaginava,que tudo que ela sentia era um verdadeiro caos,e que ali sentada naquela pracinha se sentindo a ultima das criaturas,e tentando entender todo aquele turbilhão de sentimentos antes esquecidos,ela se lembrou que quando criança queria ser Bailarina só pra flutuar como uma nuvem,ou talvez ir além das nuvens e chegar perto das estrelas,como um astronauta. E daquela lembrança o caos se fez ordem e percebeu ela ,a tal mocinha que tudo era relativo,e nada realmente era pra sempre.


“Nem os sonhos,são imutáveis “.