terça-feira, 2 de agosto de 2011

Liberte-se.


Ola, caros leitores sei que andei sumida daqui por bastante tempo, tantas coisas aconteceram na minha vida que lendo o ultimo texto que escrevi em terceira pessoa decidir voltar com uma maneira completamente nova de escrever. Eu mudei, e junto com todas as mudanças vieram valores que eu adquirir com o tempo é o sofrimento. Pra quem acredita que o sofrimento não te traz coisas boas, mude agora esse conceito.

Vamos lá, tenho milhares de coisas pra contar, mais nunca fui muito organizada e nem cronologicamente correta, então vou começar pelo que este entalado hoje em minha garganta.

“Nunca fui a mais bonita da sala, aquela que os meninos escreviam cartinhas de amor e queriam sentar ao lado, pelo contrario eu sempre fui o biótipo oposto a isso, aquele de a melhor amiga inteligente e nada “jeitosinha”.Lembro que enquanto as meninas de minha idade falavam de primeiro beijo é sutiãs eu ainda curtia de verdade minhas barbies.

Meu uniforme padrão era camiseta larga é tênis, enquanto as outras meninas já usavam roupinhas justas e sapatos com saltinhos. Na verdade eu era o típico caso de menina desleixada que estava muito acima do peso odiava pentear o cabelo e usava óculos. Essa fase foi muito traumática pra mim, sofri diversas vezes, por conta de ser bem diferente numa cidade onde todo mundo era praticamente igual.

Vivia no mundo só meu, cheio de livros que são minhas paixões até hoje, e meus eternos sonhos inventados, pois nessa época eu já escrevia crônica e contos. Com o tempo fui mudando aos poucos e passei a ter mais vaidade, passei a me importar com minha aparência, por um tempo quis ser igual às outras meninas confesso mais eu percebi que querer ser o clone de pessoas que já tinham me machucado tanto por eu ser diferente não tava com nada.

Bom aonde eu quero chegar com isso?

Hoje aos vinte e depois de ter um filho, eu me olho no espelho e não enxergo mais aquela mocinha insegura e assustada que eu costumava ser, passei por tanta coisa que me fez perceber que não é a bumbum mais duro ou o cabelo mais liso, que te faz ser mais mulher que as outras, e sim a confiança em você mesma, a certeza de que você não precisa ser a mais gostosa do mundo pra chamar a atenção de quem realmente merece sua atenção.

Sempre estive insatisfeito com minha aparência como qualquer mulher, mais hoje não deixa os quilinhos a mais ou as pontas duplas do meu cabelo me abaterem, por que sei que sou única pro meu filho,e quando vou amamentá-lo sei que quando ele olha pra mim,ele me acha a mulher mais bonita do mundo,é isso que importa hoje em dia.

Fui traída diversas vezes, mais quando olho pra trás vejo que eu sai sempre limpa disso tudo,por que os homens são bobos,as vezes preferem comer buchada de bode na rua tendo file em casa só pra experimentar algo novo.Não é despeito meu,mais se for também o texto é meu o blog também é eu falo o que eu quiser .Mas os homens sempre se cansam das gostosas que só tem o corpinho sarado e a cabeçinha de vento,por que no final das contas o que vale mesmo é o que temos por dentro,e eu não to falando das suas tripas ,eu to falando é dessa mulher maravilhosa que acorda com a cara inchada o cabelo bagunçado,que vive fora do peso,que tem preguiça de ir a academia mas vai por que ainda não desistiu de ficar no mínimo apresentável ,que e insegura se vai ou não ficar bem com aquela roupa,que demora horas pra se arrumar mais quando sai vestida com a roupa certa e com aquele salto que ta comendo o pé mais empina o bumbum fica DESLUMBRANTE,não por ser perfeita.Ela pode ser gorda,magra,baixinha ou alta,mais ela e linda mesmo assim,por que carrega aquele sorriso meio desconfiado e aquele brilho que só as que tem grandeza de espírito possuem.E sim caros leitores,eu sou assim,e me sinto livre,pois eu sei que o que importa quando eu deito pra dormir, e que é muito bom se cuidar e ter uma boa aparência,mas não deixar que seja só isso é o mais importante,e saber manter uma boa conversa e ter princípios,não precisar passar por cima de ninguém,e nem viver pra mostrar pros outros que você e mais bonita que fulano e mais inteligente que cicrano.Afinal  bumbum cai e o que sobra pra quem tem só isso ?

As mulheres frutas já estão saindo de moda né.

E viva a liberdade de poder ser quem você é sem rótulos ou medo.

sábado, 11 de junho de 2011

Faxina.



Hoje acordei meio nostálgica,e decidi fazer uma limpeza no quarto com a esperança de aliviar a alma. Achei a minha agenda,aquela que eu usava para escrever sobre o período mais doloroso da minha vida,lembrei das noites acordada segurando uma caneta com toda força vendo ali minha unica saída pra não enlouquecer.Despejando naquela pobre agenda toda minha agonia de momentos tão dolorosos e solitários,lembrei do meu desespero ao arrancar todas as folhas que pingavam lamentos e te entregar e aquilo foi desespero sabe,uma especie de alto mutilação arrancar parte de mim e deixar você ler toda a minha alma daquela forma,rasgar na sua frente em milhões de pedacinhos aquelas folhas foi querer rasgar a dor.Eu escrevi um ultimo texto,um texto de despedida,ele esta aqui dentro da agenda,guardado como parte de um passado tão nosso.Hoje lendo cada linha eu chorei sabe,mais foi um choro diferente sem sofrimento.Ultimamente não tenho me permitido chorar,e nem parar para pensar em tudo que aconteceu,mais é impossivel não deixar as palavras crueis que sairam de voce não me envenenarem as vezes,como diz a Tati Bernadi "você até pode correr da dor,mais uma hora você cansa e ela pega você".Sei que isso tudo já esta bem perto de aliviar,afinal eu que antes acreditava nunca mais sorrir já me peguei sorrindo por nada.Sabe o que conforta? a certeza de que eu tentei,até o limite eu tentei,e nunca vou me culpar por não ter dado certo.Eu sai de alma limpa,machucada eu sei,mais limpa,e lendo o que eu escrevi eu hoje tenho a certeza,eu dei o meu melhor,eu lutei por aquilo que eu acredita,pena que a causa foi errada,mais o objetivo foi muito nobre.Com tudo isso não pense que eu desisti do amor,ou que eu vou descontar em outros a dor que você me infligiu,pelo contrario eu me tornei bem melhor,e hoje eu sei que o que machuca não é amar alguém,e sim deixar que esse amor seja maior que você.Afinal vou ter que conviver comigo a vida inteira tenho que me por a frente de qualquer outra pessoa.Minha mãe costuma dizer que não há um mal que não traga um bem,e o bem que tudo isso me trouxe foi uma lição muito valiosa:
"Preciso passar por todo esse sofrimento,por que quando o verdadeiro chegar eu vou saber reconhece-lo."
E parece clichê eu sei,mais mesmo com tudo isso eu não deixei de ser quem eu sempre fui,eu não vou deixar mesmo que tudo isso me torne uma garota sem critérios que fica com qualquer um pra  atingir outra pessoa,acho que pelo contrario,aprendi a ser mais seletiva e me preparar,para alguém,que um dia vai me fazer feliz como eu mereço.Parece ridículo eu sei, mais eu nunca vou deixar que qualquer sofrimento me tire essa esperança.
É engraçado mais apesar de tudo isso ainda sou a 
"menina que é fascinada por estrelas,que acredita que se cada um fizer a sua parte podemos melhorar o mundo,e que não vai desistir nunca de ser feliz."

P.s:Sofrimento é passageiro,Pessoas podem te decepcionar, Você vai sofrer por um tempo,Mas não deixe que isso te torne uma pessoa desacreditada,Use tudo isso como combustível para seguir em frente.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Tão Meu.



Me espanto com as coisas que mexem comigo hoje, mas me espanto muito, muito mais com as coisas que não fazem mais a menor diferença.

Cansei da necessidade absurda de auto-afirmação, cansei do desespero para viver tudo logo, cansei de me preocupar com o que vai acontecer, com como vai ser, do que não vai ser. Cansei de tentar me encaixar em moldes ou de me comparar com outras pessoas; cansei de álbuns, de precisar vender uma imagem, de enlouquecer querendo o que não sou ou o que não tenho. Cansei de fotos entediantes de mim mesma, cansei de me preocupar com o que os outros vão pensar, com o que os outros estão vendo, com o que preciso provar para os outros.

E cansaço nem mesmo é a palavra correta - porque o cansaço já existia há muito tempo -, parece mais um sumiço de tudo isso. O levantar de um vapor, que me deixou bem mais leve.
De repente, muito de repente, me sinto como um rio que depois de um grande movimento se acalma. E talvez tudo aquilo volte na semana que vem, mas é incrível como essas últimas semanas parecem ter trazido paciência.
Não que não haja desespero e preocupação, mas agora são por coisas que parecem ser muito mais válidas. Não que eu não faça coisas para mostrar para o mundo, mas agora essas coisas são em primeiro lugar para mim, de uma forma muito mais sadia - não penso mais “Será que vão gostar?”, penso “Eu gosto”. E isso é muito mais libertador do que parece.
Estou muito de bem comigo mesma. Parece que eu voltei a viver para mim. 
Que perdure.

Iemai.

domingo, 29 de maio de 2011

Senta-te aqui, vou-te contar uma história.


- fala-me de histórias de amor.
- queres saber uma minha?
- conta-ma, tenho tempo; fala-me de uma história tua ou fala-me só de histórias de amor.
- não é bem uma história que tenho para te contar, é mais uma lição. 
- serve perfeitamente.
- (...) e no fim, ela seguiu em frente com a vida dela como se eu não tivesse existido. E eu, andei por muito tempo a bater com a cabeça nas paredes porque não conseguia seguir em frente. Pensava muito nela, sabes? Foi duro. Muito. Mas consegui ultrapassar. Hoje estou mais crescido e talvez tenha aprendido uma grande lição: a de que não se deve entregar a ninguém o coração de bandeja. Podemos vir a magoar-nos muito, embora sempre acabe por passar.
- obrigada pela história. E, sim, eu acho que todos vamos aprendê-lo, de uma forma ou de outra, que de bandeja não se deve entregar aquele que por desígnio de loucura ou mero acaso é o nosso órgão vital. Por uma razão que me é em parte ainda desconhecida, parece que não sabemos viver sem ele; ainda que com tanto tombo, o meu desça muitas vezes ao estômago.
- é bem verdade, mas eu pensava que era já tao crescido e cometi um erro destes.
- às vezes, vemos o mundo já de muito alto, que de tão alto que estamos e de tão crecidos que somos, esquecemo-nos o quanto as rasteiras nos atraiçoam. Mas, ultrapassamos sempre. Fazemos do coração vísceras, fazemos do orgulho tábua de salvação, fazemos do vazio atulho. Fazemos o que for preciso para sair desse buraco onde nos afundamos cada vez mais, mas o buraco desfaz-se tanto que às vezes paramos simplesmente e içamos o braço. Que nos puxem se quiserem.
- tens razão.
- adiante, sabes qual é o teu problema nos corações? É que o teu tem pele de bebé. E os da maioria têm pele seca. As pessoas são assim: esquecem-se de os hidratar. E quando tentam dar-te um banho de afecto esquecem-se que tu precisas de johnson, para não arder nos olhos. Talvez porque elas já se habituaram a qualquer um, já usam até aqueles que não lhe são indicados. Para mim é assim.
- uau, aplica-se mesmo.
- já o meu problema é ter um coração cor-de-rosa. É estranho. Têm medo de tocar. Às vezes, esticam a mão de medo. Ficam como os patos quando lhes estendes um pedaço de pão, numa postura ambivalente, esticam o bico e afastam o rabo. É mais estranho que o meu coração, mas isto digo-o eu. O pior é que neste jogo do chega-afasta, deixam muitas vezes cair o meu delicado cor-de-rosa. E para mim, o coração é para agarrar com as duas mãos. Com os pés se for preciso, junto à barriga, mesmo que ele te faça cócegas; porque as borboletas, mais dia menos dia, vão sair-te pela boca e tu vais querer continuar a sentir-lhe o gosto. A sentir esse frenesim na pele.
- sabes, eu começo a pensar que não existe uma pessoa que saiba cuidar do meu coração, realmente, como deve ser. Desferem sempre algum machucado. E isso deixa-me um bocado triste.
- e eu ainda acho que muita gente usa Johnson. Tens de cheirar, pôr o nariz no ar para ver. E quando abrires os olhos só para confirmar, tens de sentir na pele. E quando tocares na pele, tens de trabalhar o paladar. Não tens de usar ou oferecer todos os teus sentidos de bandeja, não tens que mostrar o teu baralho todo. Tens de deixar que por um, ela aceda ao outro, e que os trunfos sejam lançados não como isca que furta o rio mas como presente que se lança ao mar. Mas tu vais saber fazê-lo. 
- espero que sim.




Patrícia Ruivo. http://simulacrosdoser.blogspot.com/



sexta-feira, 27 de maio de 2011

A lanterna dos afogados.









"Te esperei na lanterna dos afogados,mais voce não veio me salvar"

Ali naquele local ela lembrou de tudo que havia acontecido,de um passado bem recente. Retomar tudo aquilo ali naquele local era muito doloroso pensou,mas era fundamental pois só assim ela conseguiria suportar o frio,a escuridão e o medo.Lembrou de um verão distante que tinha sido um dos melhores verões da sua vida,lembrou de um banco de uma praça qualquer onde um pedido junto com uma testemunha ressoava em seus ouvidos,lembrou dos meses distantes em que pensou em desistir e foi convencida por uma voz do outro lado da linha dizendo que aquilo que ela estava pensando ser duvida era só medo ,e que ia ficar tudo bem.Horas tardias da noite que chegavam a tema de musica do Matt Wertz.As lembranças vinham agora fortes como a água salgada batendo em seu rosto,lembrou da visita que ela não acreditava chegar mais foi,dos abraços demorados,da urgência que se fez presente no carro em uma noite estrelada,das perseguições policiais imaginarias,e de tanto episodio feliz ou tosco que já tinha passado junto do tal outro lado da história.Vieram crises é outros medos,chegaram carnavais e quarta feiras de pura cinza,mas junto com o choro também veio a decisão de diminuir a distancia geográfica, veio a mudança de cidade é de estado de alma,ela enfim decidiu remar junto,tomar como seu o barco que já tinha passado por tanta tempestade,já havia entrado água, haviam aparecido monstros marinhos,mais ele ainda não tinha afundado,decidiu se dedicar é não ter mais medo de o barco afundar,mais eis que veio a surpresa,o barco ganhou outro membro,um terceiro tripulante estava a caminho,foi acidental mais mesmo assim havia espaço mesmo que não planejado para ele.Foi ae que o segundo tripulante começou a mudar,a ter crises de personalidade é a querer espaço demais,ela que carregava o tripulante novo precisava se sentir segura em meio aquela tempestade,lembrou de um tempo em que o barco se encontrava em águas calmas e dias ensolarados,lembrou de promessas feitas por parte do segundo tripulante e de todos os planos que haviam feito para a chegada do terceiro tripulante.Ela não conseguia entender o motivo de tudo aquilo e perguntava ao tripulante por que ele estava agindo de tal forma,começaram uma briga onde as culpas e motivos foram apontados. ele olhou pros lados e confuso com tudo aquilo enxergou uma ilha bonita e que possuía outros tripulantes que pareciam  felizes por terem abandonado seus barcos,então ele tomou uma decisão que no momento parecia ser a mais agradável (e não a mais correta) e em seguida pulou do barco remou até a ilha e foi amparado por outros viajantes que assim como ele não possuíam o senso de direção. Ela mesmo cansada ainda se agarrava a destroços em meio ao barco afundando querendo salvar aquilo que ela acreditava ser muito valioso,mais quando olhou para o lado em busca de ajuda se viu sozinha,e viu o outro tripulante nadando alegremente a uma ilha sem olhar pra trás e com um sorriso no rosto,ela viu ele chegar a ilha e ser amparado e exaltado como se fosse ato heróico pular de um barco em meio a uma tempestade com dois tripulantes que dependiam dele.Ela entrou em desespero quando viu ele festejar e expor toda a aventura da viagem a desconhecidos que  assistiam  de camarote a sua luta e riam de seu esforço inútil para deter o naufrágio.Sem forças ela largou o ultimo pedaço do barco que estava entre seus dedos é se deixou afundar,ele vendo a cena gritou para ela nadar ate a lanterna dos afogados que ele iria salva-la.Ela reuniu todas as forças e nadou até a lanterna dos afogados e era La que ela se encontrava naquele momento,foi esperando que ela lembrou do inicio de tudo,e foi La que ela viu que o mais importante de tudo isso ela não havia perdido,estava ali dentro dela meio prejudicado indiretamente por todo o naufrágio pois eles compartilhavam tudo pela placenta,mais ele estava ali mexendo forte e foi por causa dele que ela tomou uma decisão,já cansada de esperar ser salva reuniu forças e soltou a lanterna dos afogados e viu que depois da tempestade veio um mar calmo,ela sentiu intimamente a força do terceiro tripulante dentro dela e nadou ainda com medo,deu algumas braçadas e viu o horizonte,mesmo em meio as ondas ela se sentiu confiante pra nadar.O segundo tripulante que estava na ilha dos prazeres como assim era chamada viu a luta dela para nadar,e com as mesmas falsas promessas gritou pra ela esperar na bóia que ele ira salva-la,mais seu esforço foi inútil,ela a cada braçada se sentia mais forte e motivada para remar pra longe daquilo tudo.Ela já não precisava de um barco naquele momento,so da esperança de dias melhores e da certeza de dar tudo de si para que o terceiro tripulante se senti-se seguro e feliz ao seu lado,e que juntos eles dois construissem um barco bem mais seguro que o primeiro.E ela continuava nadando mais agora com o coração leve,e em paz,por ter a certeza de que tinha feito tudo para salvar o barco,se ele afundou não era culpa dela,a história não termina aqui,e os personagens esses ainda tem muita aventura pra viver,e eu prometo contar tudo a vocês.

                                                                                                                 

Hany Galvão.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Desperta-te e vive.


“Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz”

" As coisas boas chegam com o tempo. As melhores de repente.
espere garota,os seus dias de tristeza estão com data marcada 
para o fim."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"O" cara é um cara.



É só um cara. Não o céu cheio de estrelinhas que voce tanto gosta. Nem o sustentáculo de todos os ossos de seu corpo, tampouco o mármore onde está gravada a suprema razão de sua existência. É só um cara.
E quer mesmo saber? É um cara como todos os outros caras.
Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o vendedor. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas nesse seu momento de dor. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos.
Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios amigos. Não sabe dizer a verdade. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu.
Ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes.